adelino torres, tomás
(Em memória do Tomás Clemente Venâncio)
Nos cimos dos montes pensativos
que amparam no seu regaço a Covihã
brinca a alma doce e breve
do Tomás menino grande
leve como a sombra de uma pena
porque a inocência não tem peso
no despertar da luz da madrugada
que abre a porta ao destino.
Foi por isso que ele entrou no céu
como a coisa mais natural do mundo
quando os portões foram aberto por um hino
de boas vindas à inocência sem pecado
cantado pelo próprio Deus em pessoa
que queria ver o Tomás chegar,
ser que já estava perdoado
por nada haver a perdoar
Que poema lindo!, tão sentido!, tão verdadeiro! sobre um Tomás que eu conheci também e cuja perda choro igualmente.
ResponderEliminarInácio Rebelo de Andrade