Nesse tempo eu era o secretário do Embaixador e Ministro das Relações Exteriores do Ntotila do Congo. Nesta foto estou a segurar o bastão, com aquele barrete rente à cabeça para salientar as orelhas, que acentuam o meu olhar interrogativo. Trabalhei muitos anos nessa posição. Fui com o Embaixador a Roma visitar o Papa. Levávamos muitos presentes e conseguimos atingir a capital da Igreja com a maioria deles. Fomos muito bem recebidos em nome de toda a Cristandade e muito bem tratados. Visitámos a Igreja de Santa Maria Maior, de que o Embaixador Nigrita ficou fiel amante para a eternidade. Na viagem o Embaixador tinha-me pedido para estudar as etimologias indo-europeias, o que fiz antes ainda dele falecer. Voltei mais só e mais pobre, mas continuei cumprindo fielmente as minhas funções até muito tarde no tempo. Entreguei ao Rei os meus parcos estudos, aqueles que séculos depois um amigo me publicou em Lisboa sob o título agraciado de Fábula da captação...