Chegado a Évora um salto ao Redondo para comentar «O Herói» e depois tertuliar no monte-restaurante chamado Chá de Lua, ou de Luar. Um monte calvo com a casa em cima, um alpendre vasto a despedir-se do sol todas as tardes. Um excelente chá para abrir as hostilidades, acompanhado por bolo de café com doce de café. Em seguida, intervalo para o Jameson com água lisa e entramos no 'prato angolano', moamba de galinha. Para quem vinha de lá até não era novidade, mas já tinha feito as pazes com um rabo de boi no Café Alentejo e estava pronto para moambar. Então chega o prato e a surpresa: com os mesmo ingredientes uma nova combinação. O molho de um sabor atento e tipicamente alentejano. O pirão, de milho, entre o angolano (compacto) e o brasileiro (a pingar), uma espécie de puré macio, mas apimentado e com alguma erva cujo nome não consegui apaladar. Depois a galinha, com cenoura. Enfim, chamei o dono, homem de extrema elegância e apuro, dei-lhe os parabéns: o senhor acaba de inventar...