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A mostrar mensagens de setembro, 2025

Toada

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portuense  

A luz abre os olhos

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, das migalhas de voz inaugura, surpreso silêncio, um vislumbre infinitesimal imenso  

Projeto de escrita:

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O lugar da fala

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Não sei se vi bem Lisboa

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A viagem começa

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onde esqueces a bagagem

Deformação profissional

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cria padrão celeste  

Seja como for...

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Céu, terra, lago, brisa

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água depois do trovão, montanha depois do fogo  

Porto:

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rostos no chão  

Fuga e risco

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(visita à Casa Marta Ortigão Sampaio, Porto)  

Conversa

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erótica  

O fotógrafo

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no museu  

Não quis envergonhar

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aquela que me fechou a porta. Por isso não disse nada.  

Pequena peça romântica

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Genealogias

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em rede  

Beber, fumar

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(Tiago Mestre, Biblioteca Almeida Garrett, Porto)  

O mando e a elegância

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Casal

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burguês  

Ou muito, ou nada, aliás quase

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tudo, falta o mar  

Pois o filósofo desesperado falava

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na eternidade insípida e bela da História, o que é, por si, contraditório. Mas é um facto que até a agricultura muda com o tempo e o tempo continua lá em cima, no cocoruto-vértice do cosmos, a fazer-nos cócegas na cabeça pequenina enquanto o sol, durável, apenas ilumina, mesmo que seja inutilmente. A agricultura organiza o sol.  

Também a simetrização

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pode levar-nos ao infinito. O barroco musical, especialmente o de J. S. Bach, certas peças para violino de Vivaldi, muita música ritual, exploram esse caminho. Na arquitetura barroca europeia ele conduziu à multiplicação exata, simetricamente colocada, de portas e janelas em série. Quase fractal e o fractal é mesmo a reprodução ad infinitum de simetrias.  

Terra verde,

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céu branco,  

Quem sobe ao ermo

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  entre símbolo e cognição

Há sempre

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dois ciclos de tempo em simultâneo  

O braço longo da seiva

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tenta agarrar a luz

Fim de estação:

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Não saberão de nada.  

Do linear para o pictórico

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(contrastes e divergências de luzes e sombras na claridade absoluta e relativa da paisagem)  

Geometria da casa

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segundo Siza Vieira  

Duas senhoras

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(Igreja de São Domingos, Lisboa - Baixa)  

A igreja de São Pedro em Rio Grande e a igreja do Pópulo em Benguela

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A chamada catedral de São Pedro é uma igreja simples, não muito grande nem muito rica por dentro, que está virada de costas para a praia onde primeiro desembarcavam os navios. Nas suas costas foi feita, cerca de 30 anos mais tarde, a capela de São Francisco de Assis. A catedral foi feita no lugar de uma outra igreja, de construção precária, embora fosse elevada a Matriz em 1747. Ao lado ficava um armazém de pólvora que, atingido por um raio, em 1750, deu origem ao incêndio que inutilizou a precária matriz.  A igreja do Pópulo em Benguela foi também construída sobre edificação precária, cerca de 130 anos após a fundação da cidade, em terrenos pantanosos pouco acima dos quais havia já pequenos núcleos populacionais. Sobre a porta principal está a pedra em que se pintou e gravou uma inscrição assinalando que foi o capitão de infantaria Roque Vieira de Lima, segundo desse nome, nascido em Luanda de pai homónimo e de Ângela Fernandes, quem a mandou fazer (a placa diz que ele a fez) em 1...

Casco antigo

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A cremação de Buda

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As formas simbólicas

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não estavam lá  

rasto vago

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Inestimável

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sentido por dentro, por fora coisa simples, mas quando entra na teia de relações entre signos, dos quais nos aproximamos por simpatia, por intuição, depois em gnose, resulta valioso tanto quanto o peso de ouro nas eras das moedas conturbadas.  

Agustinha Bessa-Luís, a portuguesa

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Ela olhava Portugal como um cadinho onde, com muito realismo, havia um núcleo de jardim florido e cuidado, ao estilo romântico, entre as árvores altas do bosque na colina. " O Português Prefere ser um rico desconhecido, a ser um herói pobre. É melhor do que parece. O homem português é dissimulado, e fez da inveja um discurso do bom senso e dos direitos humanos. Mas é também um homem de paixões moderadas pela sensibilidade, o que faz dele um grande civilizado. Gosta das mulheres, o que explica o estado de dependência em que as pretende manter. A dependência é uma motivação erótica. É inovador mas tem pouco carácter, como é próprio dos superiormente inteligentes, tanto cientistas, como filósofos e criadores em geral. Mente muito, e a verdade que se arroga é uma culpa inibida. Vemos que ele se mantém num estado primitivo quando defende a sua área de partido, de seita e de família, à custa de corrupções e de crimes, se for preciso. Gosta do poder mas não da notoriedade. Não tem o sent...

Estória alentejana

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Sono iluminado

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(dormia-se bem ali, nesse Verão)