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A mostrar mensagens de junho, 2020

Personagem estranhando

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Desenho na areia

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Passeio no Parque

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Arvoredo

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A dois passos

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Contrastes no lago

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Então mais azul

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Na linha do cais

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Trigémeos

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Promessa

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Cruzamentos em rede

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Manhã

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Conclamação

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Árvore persistente

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crescendo na sombra de si própria, ainda assim extensa e sólida,  espalha seus dedos para fora  em busca de luz e próxima das águas onde reflete o sol em movimento;  alonga  seu poema de madeira e verde, sua síntese  de luz e terra humedecida, fértil chão. Voltada para a sombra de si própria, a cicatriz ainda se abriu, ainda assim, para receber as folhas secas que o sol não pôde salvar. Assinala a vereda para fora de si, no ar aberto onde  se resolvem as antigas feridas.

Emaranhado nos teus braços

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A dispersão generosa Fraternos dedos alongados Em dádiva aleatória Envolve sílabas exiladas do património Radical com a razão fecunda Nascida no espelho das águas paradas Aguardando o regresso da vida.

Rio Grande - vista parcial

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Razão de chuva

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Rumo de águas paradas

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Rumo com base

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De braços abertos

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Por outro lado

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De certo rumo

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Projeção de raízes

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De onde vem o vento

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Figurino

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picotaram sem saber de onde vem o vento?

Simulação negociável

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Praça molhada

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Chuva de inverno

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sobre a praça molhada no espelho dos dias

Combate mítico

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entre sol e chuva

Céu alto

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Sol de tempestade

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DuAl

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Du - devido à dúvida, talvez.  Al - outra coisa, sempre outra coisa mesmo que pareça um espelho. 

Cais de quarentena

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Cai de quarentena o olhar pausado no cenário, por acaso? num voo de pássaro sobre as águas calmas, o anúncio de tempestade ao fundo, a vigia de cimento vazio, completamente inútil e a luz atrás das nuvens insinuando a existência do sol.  O resto que o digam os feiticeiros e os messias das burras.

Aquém do lago

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O repouso do gladiador

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Noite no bairro

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Estrela humilde

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Talvez haja um problema a resolver

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Canalete

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Expressão

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Olhando a estátua rústica, a boca tapada pelo cimento depois de esmigalhada pela queda, talvez, não sei, do paraíso... Quebrado o nariz também, restam-nos os olhos, abertos, como nos homens saudáveis um fitando numa direção e com uma expressão ligeiramente diferente da que segue o outro. Reparem, o da direita (de quem vê) mais incisivo, mais duro, o da esquerda um tanto mais vago, interrogando mas quase a pairar numa órbita perdida, e a testa alta, só com as marcas do cinzel, sem se ter chegado a criar a ruga, as linhas coincidentes com a expressão dos olhos. Alguém dirá: mas depende da perspetiva. A minha foi esta. Recordei-me, nesse instante, do verbo perscrutar e confesso não saber ainda qual foi o resultado do escrutínio.

Sombra e mangueira

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Rumo à Igreja

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Raízes desgrenhadas

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Vela sobre o horizonte

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Não arde

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Podes dizer que o fogo se descobriu pela fricção de duas pedras; outros asseguram, como se lá estivessem, que eram dois pauzinhos. Eu já presenciei todos esses fenómenos. Não por ser Deus, nem por ser antigo, mas porque fizeram questão de me mostrar a fricção das pedras e a chama que deu; também, no mato, me mostraram os pauzinhos com que se pode acender fogo e acenderam.  Mas, juntado pau e pedra, não chega para fazer fogo.