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A mostrar mensagens de maio, 2009
toyin adewale gabriel frescas madrugadas fresh dawns
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Há lacerações.
Mas deveríamos salvar as nossas feridas
Acalmar esta tempestade de areia, serenar este ciclone
Este tornado sobre nós
Devemos abrir de novo os livros de registo.
E deixar cantar os nossos pés
Desde que tenhamos caminhado no encalço da luz
buscando provas e altivos feitos
Crescendo e orgulhosos como uma águia em voo.
(trad. Conceição Deus Lima; poema enviado por Cátia M. Costa)
estruturas antropológicas do imaginário gilbert durand
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femi fatoba poeta nigeriano
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Aqueles Poucos Afortunados/ Those Lucky Few Eu sou um daqueles poucos afortunados
Que não tem o sentido do cheiro.
Quando o chefe exige
E dorme com a minha mulher
Ela que venha para casa para um banho
E vista as suas melhores roupas
Uma festa de promocão não cheira.
Quando levo a minha mãe ao curandeiro
Para o ritual do dinheiro
Como podem esperar que eu me lembre
Do cheiro de um cordão umbilical
Cortado há vários anos
Ou do sangue que une
Quando eu uso o crânio do meu irmão
Para o sabão AWURE?
Eu não cheiro
O arroto de fome da criancinha
Quando lhe arrebato a comida
Para dar ao meu cão.
Eu sou um daqueles poucos felizardos
Que perdeu o sentido do cheiro.
Tradução de Conceição Deus Lima (São Tomé)
(nota: AWARE - feitiço protetor)
políticas comparadas
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Andei a estudar longamente políticas comparadas. Por exemplo estudei a criação da ASEAN, da OUA, da OEA e da UE. Cheguei à curiosa conclusão de que o pan-africanismo é co-responsável pela criação da União Europeia. Logo, é necessário que os europeus se descolonizem culturalmente e estudem cada vez mais as suas identidades, regressando à primeira colonização do sub-continente europeu. Se estiverem com dificuldades, peçam ajuda ao Luís Kandjimbo.
sombrero 1
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Todos os dias próprio e diferente. Hoje as nuvens formam uma cadeia de montanhas de um azul indefinido pouco acima do morro. A cadeia prolonga-se para o mar deixando atrás o morro, tem limites mal definidos, numa conjunção de cores desde o roxo até ao amarelo vivo, resto de sol curioso a espreitar ainda a vida. O morro ganhou uma cor castanho-cinzento. A estrela da tarde pisca para a esquerda do sombrero e o morro entra ondulante nas águas escuras já, plúmbeas ainda que piscadas, aqui e ali, por pingas de cores variadas próprias do fim dos dias. A esplanada faz tocar finalmente uma música ondulante, uma cúmbia antiga em vozes altas. As vozes das pessoas aproXimam-se e afastam-se como náufragos no fundo sonoro das ondas roxas espraiando-se mais abaixo. Levanto os olhos: a mesma variedade de caras mais e menos tisnadas, uns empertigados, outros arrogantes, umas sorridentes, outras equivocadas, muita exibição, muita hesitação, faces a perder e a ganhar o gosto pela vida. Levanto mais a vi...