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A mostrar mensagens de junho, 2009

o pai

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mingota

A mãe vem de Malanje para levar a filha com meningite ao Hospital. No Hospital não há camas disponíveis e a doente é rejeitada. A mãe pede então uma ambulância para levá-la a outro hospital e os servidores públicos pedem-lhe dinheiro por fora para tratar disso. A mãe não tem, sai a pé dirigindo-se a outro hospital público. A meio do caminho, na portaria da Televisão Pública de Angola, a jovem morre. Felizmente a Televisão pegou no assunto, o Ministro mostrou uma sincera tristeza e desapontamento, o hospital pediu desculpas e disse que ia punir os funcionários - mas reafirmou que não podiam receber a doente por falta de cama. Isto acontece diariamente, não só aqui mas agora foi notícia entre nós. E a única novidade é essa. Na verdade, a maioria de nós não tem a menor noção da responsabilidade na profissão; vigiar e punir os irresponsáveis é ainda considerado muito feio, exemplo de repressão que lembra os velhos tempos. A subserviência com que nos damos a ordens injustas e acenos de corr...

st

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as mulheres do pai dele

Continuo avesso a ler romances, em particular os mais longos. Recentemente os romancistas angolanos mostram tendências acentuadas para a prolixidade e Agualusa vai pelo mesmo caminho em As mulheres do meu pai . Eu, pelo contrário, estou farto de palavrismo. O autor continua a demonstrar uma razoável capacidade de efabulação, escreve com facilidade e várias vezes com beleza, mantendo algum suspense sem exagero. São qualidades a seu favor. Mas não se percebe tanta prolixidade, capítulos ou sub-capítulos perfeitamente desnecessários, alguns sem qualquer relação com os enredos em jogo; não bastando, somos constantemente interrompidos por notas de rodapé que, ou ficavam perfeitamente ao correr do texto, ou não fazem lá falta nenhuma, somando-se-lhe ainda notas de um adolescente que pela primeira vez consulta o dicionário Houaiss (maravilhoso sem dúvida, o melhor em língua portuguesa); por demasiadas vezes as personagens apresentam pensamentos ou falas demasiado longos e literários; parece ...

africae tabula nova

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Ortelius, 1570-1580

antónio quino nós

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antónio quino náufrago

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antónio quino náufrago

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antonio quino desgaste

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antónio quino definhando

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antónio quino ao léu

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madrid hoy

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hermano lopes da silva

"O verdadeiro artista terá que, em momentos, libertar-se do seu mundo, fingir que afinal a obra que lhe sai não lhe pertence nem a ele nem ao próprio mundo que os alberga" ( O Liberal , Cabo Verde)

évora - graça pagã

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os meninos da graça

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évora de graça

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vidro e rosto

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?

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o quê

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frases

Às vezes há frases que nos aparecem na mente não sabemos porquê. Deixam-nos a pensar indefinidamente. Possuem uma força que ultrapassa a nossa capacidade de raciocínio, pelo menos imediato. Aí compreendemos a energia das karjas , de orações curtíssimas, de paradoxos zen , falha-me agora uma palavra para a Índia mas isso é conhecido, enfim, peixes de luz na água da noite. O melhor a fazer com essas frases é partilhá-las tal qual. Sem envolvê-las em paninhos mornos, palavrinhas xoxas para fazer um poema, imagens suaves como lã para adormecer os olhos. Deixá-las aí com tudo o que são, comovidamente: um 'flash', um 'insight', uma súbita iluminação rítmica e reflexiva. Uma bomba-relógio com ponteiros a mais. Peixes de luz na água da noite

iraque, benguela

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jadum, nigéria

"Quando um pobre come ervilhas come depressa para não ter de as partilhar" (tirado da revista em rede Farafina )

ao vento

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bistrot beaubourg

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herberto hélder - poesia

"exercício de um poder/ tão firme e silencioso como só houve/ no tempo mais antigo" (citado por Maria Estela Guedes na edição mais recente da Agulha )

édouard glissant

"A literatura é a possibilidade de exprimir o que é difícil, ambíguo, impossível" (de uma entrevista publicada na revista Agulha , número mais recente)

cursivo experimental

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cadeaux

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pintura a vidro

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cidade catódica

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pauta lírica

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passaram

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retirada

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rio catumbela

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baía azul benguela

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fim de noite

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caderno

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a grande onda

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fim de festa

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o sonho do ferreiro V

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o sonho do ferreiro IV

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o sonho do ferreiro III

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o sonho do ferreiro II

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o sonho do ferreiro I

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o ferreiro

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ruantiga do reino de sabá

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nova águia

Lançamento da revista Nova águia amanhã, dia 12, em Luanda. Haverá poesia. Parece que também Vamos ter políticos, diplomatas, diplomados, advogados, muitos casos, tudo o resto. Escritores. Mas haverá poesia Se alguém sabe dizê-la Há Verá

implantação do medo

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reencontro na noite

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fios de sentido

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luís de camões

Verdade, Amor, Razão, Merecimento, qualquer alma farão segura e forte; porém, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte, têm do confuso mundo o regimento. Efeitos mil revolve o pensamento e não sabe a que causa se reporte; mas sabe que o que é mais que vida e morte, que não o alcança humano entendimento. Doutos varões darão razões subidas, mas são experiências mais provadas, e por isso é melhor ter muito visto. Cousas há i que passam sem ser cridas e cousas cridas há sem ser passadas, mas o melhor de tudo é crer em Cristo.

esquecimento

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às vezes coincidem

Regresso e Despedida Desenham inquietas Acácias as ruas onduladas No paciente chão materno. Foi pouco — estame foragido ­— A palavra que me negaste. Em silêncio, A curva errante fechará os olhos E a música das águas que flutua Contornando o céu. Na linha das mãos, Irónicas e nítidas A suarem a seiva das raízes, A infância alegre, Genuína e partilhada, Recolhe-se também, Violada saudade sobre a terra. Crosta migrante, crioula De sangue e sal A palavra, O estame foragido. Vieram bombeiros apagar-lhe o fogo. Pouco negaste: o silêncio Fala por isso.

sem filtro

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