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A mostrar mensagens de outubro, 2025

Só os povos instruídos

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espontaneamente emigram (Urbano de Castro, A civilização da África portuguesa , n. 13, 14.3.1867, p. 1)  

Porque a luz traz

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a ideia de benção e a chuva não? Questões antropológicas? Há filosofia para se extrair disso? Somente experiência?  

Um dia de trabalho

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Trazei-me um jarro novo

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e ponde nele sal ( Bíblia , o livro)  

Invocarei

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o teu nome  

Faina

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matinal  

A-nuviando

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DesaNuviando

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Sem gozo nem tormento,

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Calmos encontros, íntimos e distantes. Sumptuoso instante que afagou o fogo.

Macau, fragmento do porto velho

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Dois dialetos

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Pastar ao longe

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Planejamento

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Proibido estacionar, quem diria?

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A partir do vazio

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tudo se vê.  

Aquela música melancólica

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dos dias passados envolvia os passos, quase em silêncio, enquanto o olhar espalhava o lusco-fusco das ruas, em silêncio. Levara a mãe a passear, 

Não, Giorgio, não é só a experiência de linguagem

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(verbal, supões) que trata toda a língua como um  nome próprio.  

Critério

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Proporção

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descontínua  

Segundo Marx, a superestrutura

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( são os mecanismos de controle da classe dominante . São exemplos disso: a cultura, a religião, a moral, o direito, a praia. A praia fica no nível superestrutural ideológico anárquico. Não explicando propriamente o modo de produção, constitui no entanto o resíduo, ilustra a menos-valia, que sobra das relações entre o nível jurídico-político, laboral e financeiro da sociedade capitalista)  

Antes de morrer

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é proibido estacionar  

A causa está nas águas,

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as águas andam no ar.  As casas guardam o fogo Que arde no centro da terra. A verdade é uma explosão. Voltei à Escola Primária.  

Vento suave, pescoço de galo

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- penetrante, a filha mais velha das ondas, alna verdeazul espraiando-se na madeira fina da praia transparente 一 一 -  -  

Universo

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concêntrico  

Simulação noturna

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Tudo está perante os olhos,

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(porque hás de acreditar no que te dizem?)  

"Quem passou pela vida em branca nuvem

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E em plácido repouso adormeceu... (Francisco Otaviano de Almeida Rosa; também já li que só valia por esse poema, de que só transcrevi o começo. Não concordo. Leiam, por exemplo, os três poemas da página dele na Academia Brasileira de Letras)  

Sopro

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Acusação

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silenciosa  

A humanidade é uma espécie

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de luz húmida  

e se, entre tanto,

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a pluma voasse   

O prédio que esconde o rio

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É comum, e faz um sentido orgânico, as ruas das cidades elevadas descerem, por linhas tortas ou diretas, para o rio ou para o mar, entre prédios de alturas médias ou baixas, os telhados em escadinha conformes às colinas . Isso nota-se bem no Porto, se olharmos a parte mais antiga e tradicional do burgo.  Somos da água, somos água, procuramos água, não vivemos sem ela nem sem a correnteza que leva ao oceano e a das marés. Nas cidades com rio, com mar, o porto era fundamental. Por ali chegavam as novidades, parte da alimentação, também os perigos (que se viam do alto), mas os contatos, o comércio, o escoamento dos produtos, a exportação cultural, a importação de contrastes. A cidade organizava-se, muito, em razão de porto.  Também é comum a imagem que fazemos do nacionalismo salazarista como protetor do património, principalmente do património histórico, arquitetónico, trazendo-lhe por acrescento um modernismo esquemático, de ângulos e retângulos definidos, algo barroco na sua m...

Os peixes repousam

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sob a neblina

Mãos ao alto

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Dilema

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Disperso o vento,  abriga o padrão. O arquivo imobiliza.  

Desenvolvimento

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trifásico  

Capela

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- do latim capa. A liberdade absoluta não resulta de nenhuma necessidade. Mas também não proíbe as emanações que, da terra, juntam as capas de medo e cómodo e egoísmo para se aproximarem das nuvens. O tempo as desfaz  

Tudo o que possas pensar

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(só existe na tua mente - mas com o prefixo «de»)  

Porém ao artista não lhe interessam

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as ondas, a espuma branca, o mar verdazul, as pedras-areias, as marés. Interessa-lhe a estrutura, o esquema, interessam-lhe as formas puras que fariam da realidade uma pintura abstrata. E lhe importa isso porque passa por aí a comunicação, ou a projeção, de sugestões íntimas que a realidade permite e a verdade colhe. Apanhada a 'coisa' e a 'causa', é por aí também que o fotógrafo nos fala do que viu, não viu, entreviu, previu, nos fala da sugestão por ele recolhida. E você está a ver a sua ponte com a verdade e com a realidade. Nela se constrói, neste momento, a sua imagem de si. Nela se define quem está aqui.  

Nenhuma brisa naufragava

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na verde nervura da colina. Nesse alvorecer  o mundo era um verso equilibrado.  

Miragem na planície

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Praia do Quixote

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(e o cão mítico de guarda)