passa pela nossa tendência para estabelecer e verificar padrões que facilitem a perceção e o sentido ou significado contextuais ou mais profundos. Os padrões poupam, não só tempo e energia, também espaço na memória. Considerar um padrão definitivo pode ser tão prejudicial quanto considerar a padronização dispensável. É claro que, se eu busco a prontidão para o êxtase, preciso de me descondicionar e descondicionar-me dos padrões. É claro também que, se vou comunicar-me com vocês, preciso levar em conta os padrões comuns, ou pelo menos uma parte deles, se não eu falo e vocês não me compreendem. O processo mental que nos leva à criação ou perceção de padrões é, não só verificado, por um método parecido com o hipotético-dedutivo, mas apurado. Há como que padrões de padrões. Ou, se quisermos, padrões fundamentais, aos quais correspondem figuras geométricas (por assim dizer): círculos, simetrias, cruzes, triângulos. Esta figura assenta sobre simetrias e as simetrias interseccionam...