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A mostrar mensagens de julho, 2026

Depois do fogo

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é que repparei  

Campina

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ascética  

E, no entanto,

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sem nenhuma crispação  

Ecos

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da minha terra (o título desta foto não é inédito. Publicou-se em 1952, em Luanda, após o autor estar completa e irremediavelmente cego, o livro Ecos da minha terra  : Dramas Angolanos , editado pela livraria Lello. Uma das terras de Óscar Ribas foi Benguela. Estes são os morros em torno de Benguela e o grande e fértil vale em que ela nasce. Geralmente áridos e secos os morros, durante dois ou três dias depois de uma boa - e rara - chuvada ficam assim, verdes)  

Prosa de café

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Na paz da espera me pergunto

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Onde vais, Margarida?

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A uma mulher não se faz mal

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nem com uma flor

Snack

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fortuito  

Brancas

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nuvens  

Alguma

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  luz

Idas

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e vindas  

Fecha o livro

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e vê de novo.  

Armorino

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...aquele tique de nada... terás visto?  

A solidão

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da turista  

Estranha romaria

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(Porto, Baixa)  

O coração

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é um canhão  

Os segredos da árvore 4

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Os segredos da árvore 3

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Os segredos da árvore 2

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Os segredos da árvore 1

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Les ombres

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descendant la rue  

Perto da lua, os pássaros

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parecem insetos  

Nem sempre

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o sol é um mito  

Sem adiposidades

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Um velho sentido de vazio

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e de regra  

A oliveira e o bródio

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Era no tempo

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do Pai Natal!  

Já não há clérigos

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na rua.  

Era suposto ser um corpo

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  Augustas Serapinas - escultor lituano. - h ttps://galeriamunicipaldoporto.pt/evento/cultura-do-corpo-edicao-porto/ )

Era suposto ser um ídolo

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  (Augustas Serapinas - escultor lituano. - https://galeriamunicipaldoporto.pt/evento/cultura-do-corpo-edicao-porto/) 

Porto: esperando pelo vinho

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(waiting for the wine)  

Segundo Descartes,

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 a dúvida sistemática não se aplica às nossas ações: 

Alves Redol, Gaibéus

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 (clique sobre a foto para ver inteira) " O canavial, ali perto, falou à noite. E a noite não lhe respondeu. Só as águas do Tejo contavam histórias estranhas de dramas seus. Vinha aí a maré alta. Ele desconhecia ainda que a vida dos homens é um rio com marés, um rio com fluxos e refluxos que um dia o havia de trazer para a luz. E as águas não se aquietariam nunca, porque então não seriam de rio, mas de charco. A vida nunca é charco. Rio aparentemente igual e sempre diferente."

Democracia

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esfumada  

d'Ouro,

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azul e branco.  

Chuva em Bragança

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Nada estava parado:

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era um momento  

A velha oração

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Ouviam-se vozes,

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podia ser de noite  

Desabrochou

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Escritas aleatórias

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  (Xisto nos campos de Ourique, Portugal - 2026)

Não pode ver uma igreja

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(foge dela como o diabo da cruz) e diz ser contra o pensamento binário  

Tudo isto aconteceu,

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simplesmente, aconteceu.  

Mas o que é que elas sabiam?

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Olhavam de onde? Para quem? Porque fica vazio o ângulo central? (Tavira, Algarve, Portugal: igreja de Santa Maria do Castelo)  

Quem com ferros mata...

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Numa rua da cidade

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vejo a minha cabeça: o lixo da manhã (de preferência arrumado ao canto esquerdo, à espera de limpeza noturna), as moradas (o tanto que sobre elas há para dizer!), a nobreza (a dos que aprendem a conhecer e, nessa medida, são filhos de algo, ou seja, do que neles se acrescenta por aprenderem a conhecer), a diplomacia (de preferência cultural), o sagrado (entre as árvores ao fundo e a biblioteca diplomática da nobreza), as interações pessoais (em esplanada no Verão), uma rua ensolarada ao meio para facilitar o mapa, o trânsito que foi mais o que vai passar a seguir (e que nos convém deixar em aberto, imprevisível), um polícia pelo menos (não convém fotografar o nosso polícia mental), a constante reformulação, renovação, algumas descontinuidades, os andaimes necessários às reedificações e múltiplas saídas possíveis, incluindo as que não consegui meter em perspetiva. Uma rua longa a descer para outra subida, mais lenta e gradual. Esta é a rua de Santos-o-Velho, pouco acima da igreja, vista...