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A mostrar mensagens de junho, 2024

Vigiávamos o sono

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e a perplexidade do estremecimento que não nos deixava dormir para [...] sempre   (Leonora Rosado, Sede de Tântalo , p. 49)

Uma longa viagem

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(o céu e a terra comFluem)  

"O murmúrio

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da palavra branda jamais pronunciada" ( Tomaz Kim )  

Relação...

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em relação  

O ninho

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Vagaroso, deslize subtil entre outros [...] até ao desembaraço do salto (Elisabete Marques, Animais de sangue frio , p. 45)  

Junto à fonte

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sem pressa nem destino  

Memórias esparsas

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da borboleta azul ( Aida Gomes - A palavra nómada - entrevista a Doris Wieser )  

Não há nada

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percebido pelos sentidos que não se perceba imediatamente. Está bem, tio Berkeley, nesse caso, a matéria é necessariamente um produto mental. Está bem, tio Berkeley, nesse caso, porque fica essa espécie de eco na minha cabeça olhando esta foto?  

Quem valoriza a palavra,

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realiza a obra sem deixar rastos (Tao Te Ching)  

O sábio assegura:

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nada existe. A beleza pergunta: o que é isto? Um homem livre contempla em silêncio.  

Palavras fortes:

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Sagas discursivas

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em torno do ponto final  

Já tinha, quase tudo,

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acontecido antes  

Procuras um princípio...

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para evitar a vertigem. Há vários e,  quando escolheres, descobres que o princípio era também o fim.  

Repara na quietude:

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gerou a expansão.  

Confissão desavisada

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  Inocente solidão desabalada, Dera ao espanto radiante e mudo a voz, A flor do ímpeto convversando O sopro dos anos em regra arcaica E poema de amor.   Era um poeta perene O infinito sentido da vida.

Um filósofo

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que tivesse aprendido esses fragmentos  nos conduziria  ao campo infinito (leram bem: infinito) e primitivo onde pervive  ainda aquele tempo antigo 

Cosmopolitismo

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africano  

Os contrastes matemáticos

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não explicam a física, a preferência pelo sol, a consciência de que tudo só existe em conjunto.

Como reboco nas vagas,

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as promessas  

Conto do Náugrafo

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anónimo esquecido na praia  

Rebojo

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  Nem sempre a caravana passa, Nem sempre o calado ganha. Nem sempre a água se retira Depois que escondes a cabeça Na mesma praia Do caranguejo Da mesma pedra Na mesma praça. Mas quando partes Alguém deixaste Como um resíduo Como um fantasma Com sua ausência Na voz atenta Dos que te conheceram. E contigo eles vão também Puxando os fios do retorno Das águas que deixaste à beira-mar.

A convite das muralhas arruinadas,

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serve-se o fogo  à mesa  no tripé: sejam bem vindos  

Respiravam plácidos os dias

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  no mar do meio

Heroísmo

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  Occidental

Fertilidade:

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árvore genealógica

Talvez não tenhas reparado nisso

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(as coisas em si próprias) * glosa a Camões: "ninho feito, pega morta",  Mundo, se te conhecemos, Tu não enganas ninguém. (Lendo Camões - vida e obra , de Carlos Maria Bobone)  

Dera ao espanto a mesa,

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a toalha do canto [...] e a seda que vem ao rumor da água (José Valle de Figueiredo, Gradual ).  

O simulacro - Deus da luz,

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  gerado, não criado,

Olhos que secam

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na lucidez (a partir de peça de Tiago Cabeça - Évora)  

Muito falham

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a prosseguir

Crescente

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perscruta a luz branca da poesia,   

Como o poema,

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  a fotografia tem rumo próprio, não se lhe pergunta pelas tábuas da lei

Não havia luz -

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ouvia-se na rua  

Talvez a luz das nuvens

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por cima do arco percebam as duas razões de ser  

Nem a psicanálise, nem a luta de classes

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 podem compreender o sentido místico da Dor e a sua profundidade humana, intrinsecamente humana.

O museu discreto

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e aparatoso

O sinal de identificação pode

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se tornar espúrio duplamente, eliminando-se da simbologia para deixá-la enxuta e viva.  

A voz

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e o tempo

O futuro costuma ser

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  inÉdito