Quando eu partir, quando eu partir de novo A alma e o corpo unidos, Num último e derradeiro esforço de criação; Quando eu partir... Como se um outro ser nascesse De uma crisália prestes a morrer sobre um muro estéril (Ruy Cinatti)
velas riscadas de azul, o céu do Egito, fios de luz... durante toda a noite, os fogos de artifício - sob o céu escuro - desenhavam um traçado luminoso, deslumbrante, imprevisto, fugaz... ao longe os barcos de flores, apinhados de turbantes, músicas, festas... só, incessante, um som de flauta chora, agora, viúva grácil na escuridão tranquila
microeconomias contra o trust e a invasão da Ucrânia - on dirai, plutot: "une politique volontariste pour freiner la consommation des énergies fossils"... etcetera a paisagem não tem palavras que lhe correspondam
"Ainda não haviam passado dois ou três dias lá quando me encontrei com o poeta Homero e, como tínhamos tempo livre, perguntei-lhe entre outras coisas de onde ele era. Esse tema ainda hoje é objeto entre nós de denodada discussão. [...] Entretanto, afirmou que era de Babilónia [...] foi depois tomado como refém pelos gregos, quando mudou de nome [de Tigranes para Homero]" (Luciano de Samósata)
'Linhas de força' faz pensar em resistência, capacidade agressiva também, mas atesta-se por uma duração, parece que asseguram a duração de quem as cria ou de quem as manipula. As linhas das ondas são fortes às vezes, mas fortuitas. Serão linhas de força?
uma corrente e uma torrente importante, interessante e instigante no cristianismo: a da teologia negativa e a do deus escondido - por isso, não leva maiúscula inicial. Aliás, onde começa ou acaba? É, por tanto, igual colocar ou não maiúsculas em qualquer parte da palavra, que pode ir ASSIM ou assim.
é desafiador observar as pequenas nuanças que fizeram de um quadro aparentemente vulgar um sublime céu Sublime céu Onde as aves, às vezes, colocam na paisagem cabelos de cimento e lua brilhante que um deus coletor arquitetara sobre os campos.
a luz tranquila sobre a clareira nas dunas - e os fios de energia que nos cortam os olhos não fazem falta nenhuma, deviam seguir por baixo do chão. Deviam pedir sugestões aos poetas e pintores antes de estenderem planejamentos urbanos.
- de jardins ou de horizontes mais vastos, ela parece querer transmitir um pouco de paz e sossego a partir de um ajustamento da natureza à disposição minimamente ordenada dos seus elementos. O capim abate-se em nome da grama cortada rente, os matos miúdos desaparecem, deixam-se arbustos maiores e árvores de vários tamanhos, em geral formando pequenos blocos 'bravios'. Ou se isola uma árvore entre a clareira de grama simbolizando, quem sabe, que por vezes estar certo nos conduz, heroicamente, a permanecer isolados. Cria-se, pelo menos, uma saudável distância da multidão que se retira para os cantos observando-nos, olhando-nos como quem rói as unhas ao ver o destino desenrolar-se num momento crucial. Na hora da verdade, ficamos assim sós. Ao fundo, o coro da tragédia grega não chega a murmurar.