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A mostrar mensagens de dezembro, 2009

autobriografia

na folha negra do fragmento eu nasci além dos mares bálsamo e cena íntima borboleta na canção do exílio berço e túmulo das primaveras na infância do rio na voz da ilusão na valsa da plateia dores clara de joelhos deus! dores horas tristes amor e medo anjo minha mãe minhalma triste mocidade moreninha túmulo dum menino no jardim no lar perdão! perfumes e amor palavras no mar noivado! baile no leito palavras a alguém na estrada na rede pepita de poesia e amor - pois não é? sempre sonhos saudades segredos sonhos de virgem orações primaveras queixumes rosa murcha uma história violeta na visão da última folha. (colagem com títulos de poemas de Casimiro de Abreu)

pra não dizer que não retratei flores

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benguela sul navegantes

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presos à pedra

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arte postal: arrecifes

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manhã fria

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festas felizes

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fim de festa

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reminiscências

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a viagem dos reis magos já começou

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região demarcada

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ciência política

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antes do verde

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duplicidade

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entreaberta

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xicala

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onda média

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raspagem

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noturno com luz

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três no bar

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entardecer no bairro

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bomba de gasolina a 200m

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Apaga a luz

Esta simples frase pode provocar reações tão diversas quantos os contextos em que seja dita. Aqui menciono-a por um contexto que, provavelmente, o leitor, a leitora, não esperam. É que, em solidariedade com a saúde do planeta e a propósito da cimeira de Copenhaga, nos pedem, atentos e dedicados ecologistas, que apaguemos a luz todos ao mesmo tempo no mundo inteiro. Surpreende que o façam, pela segunda vez, pessoas que tanto pensam no planeta. Porque o planeta tem países, como o nosso, onde há aglomerados urbanos, como o nosso, nos quais haver luz à noite é de agradecer a Deus. Aqui em Benguela, por exemplo, pelo menos no meu bairro e na minha rua, não há luz há quase 48 horas e, quando houve, iluminava as lâmpadas sem que as lâmpadas iluminassem fosse o que fosse. Via-se apenas aqueles risquinhos de luz dentro da lâmpada, uma luz mortiça e a escuridão ecológica à volta – antes de ela desaparecer totalmente com o barulho dos geradores. Que sensibilidade têm estes ecologistas para nos pe...

quotidianos

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anoitecer II

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anoitecer

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fuga noturna

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moldura

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