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A mostrar mensagens de outubro, 2022

Porém as sementes,

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do amor na concha inviolável dos acasos Rompiam a noite festejando  

Enquanto a cidade não acordava,

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nem te movias de ti, correndo incansavelmente sem sair  do mesmo lugar, o arco ali estava, em relevo sobre o cenário. (fragmento de escultura de J. Cutileiro, Évora)  

Porém as sementes

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que lhe forem verdadeiramente caras planta com discernimento e com esse mesmo princípio de imortalidade.  

Concha inviolável

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no chão agreste, do caminho hostil das bandeiras  

Um breve acaso

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para a longa despedida (Quem chamas quem? e nada te responde) (António Salvado, A plana luz do dia , p. 85)  

Alternativas

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Saindo das Casas do Infante,

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onde se guardavam pesos e moedas, uma gaivota voava livre sobre o Rio Douro.   

Estreita e gloriosa

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é a porta de entrada  

Cidade do Porto -

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pesos antigos  

Contrastes urbanos -

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e húmidos! No caso, na cidade do Porto (à direita, na sombra escura, o velho muro oitocentista ainda)  

A Sé de Évora

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" Desde o séc. XIII ao séc. XX, arte e fé deram as mãos para transmitir sentimentos e valores, capazes ainda hoje de mobilizar uma cultura fraterna, solidária e plural." ) http://www.evoracathedral.com/index.php/museu/tesouro/ (  

Évora - suspeição urbana

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not only suprise, on the empty board  

Obras públicas -

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o lugar das correntes  

Lugar de origem -

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onde, no mundo, brilhou primeiro a poesia (nessa mesma conjunção e fronteira fluida de mar e terra, dizem, é que nasceram os primeiros seres vivos - e ainda hoje a imagem desses lugares nos evoca uma origem, a da própria poesia, a primordial)  

Segundo Quintiliano,

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estes ritmos não tinham sido descobertos na coordenação das palavras - ainda.  

No Alentejo,

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de relance  

Anúncios de Verão -

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sem arquivos, sem documentos escritos, apenas existe uma intuitiva tradição  

A humanidade -

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"a cadeia ininterrupta, por onde as sucessivas gerações umas às outras vão transmitindo, acrescentado, o tesouro da comum civilização" (J. M. Latino Coelho - Panegyrico de Luiz de Camões , 9.6.1880)  

Antiga zona portuária de Rio Grande vista

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da ilha da Pólvora  

Não há como dizer

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Recolho a verdade do amor. Fecundo Agro, a saudade comcebe de suaves mãos nossos deStinos e a tento povoamos, em espera, novo céu. Suspenso o sopro omninstante se preServa: só a diStância nos pesa.  Effusivo dyia o Ser se abre no fruto sumarento da vigília:  assomo reunindo espaço, tempo,  fundo e alto,  vértice do Homem em tudo quanto quede e se reerga por um Deus reassumido, por um vértice  frutífero conjogando a vida.  

Contra-facção marítima

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"da salsugem que no mar nele deixou" (Mário António - Obra poética )  

Linhas de onda

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há as linhas de sombra, linhas de luz,  linha dos ombros, fios de prumo, linha branca, linha vermelha novelos e desalinhos linhas do horizonte e de fronteira e há as linhas de onda primas direitas das linhas de água  

Morder a terra

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bem temperada. E ao longe um rumo. De pouco precisas para ser homem.  

Porto

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o arco na garganta   

Havia um caminho

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 que se perdeu no bosque

Esparzir a luz

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sobre estes reinos de liberal vontade  

Na linha de sombra,

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a tripulação estivera, continuamente, em estado de alerta. (interseções em Conrad, A linha de sombra )  

Terapia com sol

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(moinhos de vento na praia do Cassino)  

Muxito com forno e chaminés

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resquícios de outro império  

Luanda com antena

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O processo -

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por um instante o ciclo global (agora serenamente aqui)  

Em fogo sobre o lago

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A senhorita Warren respirou fundo e olhou para o relógio. Faltavam só cinco minutos para o trem partir (Graham Greene - Expresso do Oriente )  

Sintoma de pensamento acelerado -

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a velocidade alucina  

Agora, serenamente, aqui

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troco de mãos e começo a ordenar o caos (homenagem a Ana Cristina César, que não suportaria tanta solidão)  

O vazio vigiando o infinito

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- e foram tantas as trocas naquela praia...  

norte-sul

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troca de chaves  

Espraiando-se na manhã de inverno...

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«La melodie rythmique du “nous” me convient mieux. Elle permet de raconter une histoire plus vaste que celle d’un seul personage.» Julie Otsuka, escrito nipo-americana. Escreveu três romances com um intervalo de 10 anos de um para outro. Nasceu em Palo Alto (Califórnia) em 1962. Último romance:  The Swimmers . Começa a traduzir o envelhecimento. Quem diria? Espraiando-se na manhã de inverno...