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Átomos estéticos são também cognitivos

  “Quando vemos algo além de nossas expectativas, pedaços locais de tecido cerebral geram pequenos ‘átomos’ de afeto positivo. A combinação ...

24/05/2026

Nada é mais assombroso

do que o homem



 

Luís Veiga Leitão



"Douro. Pequeno retalho do mundo com montanhas que se tratam por tu, graças a uma vizinhança tão íntima que mal toleram a presença de um plaino qualquer.
Se elas falassem, a linguagem mordia."
(Livro de andar e ver. Lisboa: A Regra do Jogo, 1978)

E se falassem as árvores das montanhas antigas? 




 

Uma leve e alegre

indiferença fútil. Aquela espécie de paisagem que resiste às multidões impávida e sólida, geometria contra o peso, por reflexo na mecânica dos milhares de fotografias, alheias por natureza. Comer um gelado pode ser uma alternativa razoável. A tarde é quente.


 

23/05/2026

Sentir

e expressar bem o sentido.


(Talvez as palavras sejam
mesmo cortadas na pedra)


 

21/05/2026

A separação analítica:



"Os preconceitos são produzidos em situações sociais específicas, por agentes identificáveis, com recursos culturais que variam consoante a época e o lugar. "




 

18/05/2026

De mim


te dera o vasto 
dízimo: ser tudo antes de tudo
vir a ser


(Donis de Frol Guilhade - laude de véspera, 1983)


 

11/05/2026

Depois de se despedir


dos seus discípulos, aconselhando-os a preservar as lições dos pais da Eclésia, António do Egito retirou-se para o deserto profundo a fim de morrer contemplando a sua verdadeira pátria.

 

10/05/2026

Simetria

 matinal




De que te ris?



"Inteiramente diferente é o gênero de observação donde nasce acomédia. Trata-se de uma observação exterior. Por mais curioso que o autor cômico possa ser dos ridículos da natureza humana, não irá, penso eu, ao ponto de procurar os seus próprios. Aliás, ele não os encontraria: só somos risíveis pelo aspecto de nossa pessoa que se furta à nossa consciência."

(Henrique Bergson, O Riso)


 

08/05/2026

Escola da vida


Não sei como vim parar aqui. Daquela jovem biografia da esperança
Que a vida espargiu sobre oceanos de sal e sede, vim. Perseguia 
Umas nuvens breves que logo se desfaziam. Com a fadiga noturna me deitei
Sobre cereais secos ao fim de um longo Verão. Tinha o sal nos olhos, 
Sem lágrimas nem lamentos e também já sem mais ilusões.
Acordei percebendo que nas terras vagarosas do sul
O meu barco viera para, também ele, encalhar vagarosamente
Como um último romance de amor incidental. Escombros? 
Não. De olhos abertos ao sol. Com veias abertas no jogo de sombras.
E, no entanto, ainda incompleto. Sim, tinhas razão, meu amigo, por amargas palavras: a lancinante angústia do fim resulta ser melancólica. Adiante e sem onde. Boa escola.


05/05/2026

Pedra

 de toque: uma palavra


Architecturas


traços, épocas, arcanos e cânones da arquitetura portuense. As nuvens, sendo momentâneas, são de sempre. Duas nuvens para duas torres.