Uma surpresa interessante o livro de estreia de Batchi, "pseudónimo literário de Basílio Tchindombe" como se diz na badana. O livro recebeu o prémio literário António Jacinto em 2008 e foi publicado pelo INALD com apoio do BPC. O autor nasceu no Huambo em 1979, mas vive desde um ano e meio no Lubango, sendo professor em Caconda. O título da obra é sugestivo: O que a África não disse... Em primeiro lugar estamos perante um narrador instigante, cuja obra deixa o leitor interessado do início ao fim. Para além disso vê-se que o autor domina bem, quer os aspetos históricos e antropológicos, quer as culturas em jogo (banto angolana e cristã europeia), quer as temáticas teológicas e filosóficas em que naturalmente envolve as personagens. Domina, ainda, a arte dos diálogos, que é a mais difícil numa narrativa. Efetivamente os diálogos nos parecem naturais, apesar do português antiquado (apropriado ao tempo da narração) e de umas poucas falhas nesse mesmo português antigo. Há raros m...
Soantesamigo
ResponderEliminarBelo post, muito bem achado, com humor excelente. Parabéns!
Vivi oito anos em Angola (1966-1974) que foram magníficos. O meu terceiro filho é camundongo (freguesia da Sé, Luanda). Sou jornalista e fui director-adjunto do semanário «A PALAVRA» que se publicava em Luanda e era muito apreciado, felizmente e também muito censurado porque o poder colonial entendia que era pró-independentista…
Fui mobilizado para Luanda (ainda que contra vontade, porque era da Oposição, defendia a independência angolana, mas... já tinha dois filhos). Só voltei a Portugal, depois do 25 de Abril de 1974, data inesquecível.
Gostaria de ter mais bloguistas de Angola, de Moçambique e dos restantes PALOP. Do Brasil, tenho muitas e muitos, felizmente.
Creio que posso contar com a tua ajuda na divulgação da Minha Travessa que assim também será a VOSSA.
Obrigado
Kandandos