como uma casa guardada ao abandono e sua escada para descer à rua: uns virão, disse o velho poeta, com suas armas de arremesso e me chamam para me rebelar contra o fim do dia; virão de outro lado os filhos do sol nascente para ditar as ordens e as regras de construir uma nação saudável. Eu não me identifico. Não vou por qualquer aí. Sempre caminhei sozinho e, quando olhava as nuvens, adivinhava apenas que estava próximo o sol aberto, ou que se aproximava a chuva benfazeja. Quando a chuva caía, me abrigava e depois deixava o rio correr para o mar, ia ver o mar onde o rio desaguava e gostava de escutar ainda o marulho das ondas. Quando o sol vinha começava a caminhar sem rumo. Assim me mantive livre, natural e saudável, entre os apelos da rua e a casa abandonada.
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