A seguir às lamentáveis cenas que vão ler abaixo, Luandino Vieira falou, na mesa dos escritores da Conferência Internacion sobre Óscar Ribas e começou dizendo que queria lembrar ali o maior poeta lírico angolano e um dos seus maiores ensaístas, Mário António (Fernandes de Oliveira). Declamou parte de um poema de M. António, «Canto de farra» ("Quando li Jubiabá / me cri António Balduíno / meu primo que nunca o leu / ficou Zeca Camarão"...).
Disse mais: que redescobriu a sua angolanidade e compreendeu-se a si próprio desde a sua infância com Óscar Ribas. Que o seu conto «A galinha e o ovo» o deve às leituras das obras de Óscar Ribas (ele disse qual, concretamente, eu agora é que não me lembro). Que frases, palavras, expressões que lia em Óscar Ribas lhe tinham inspirado inúmeras páginas.
Luandino Vieira, com a autoridade que foi conquistando ao longo dos anos enquanto escritor e angolano, tomou assim a atitude mais digna da Conferência Internacional sobre Óscar Ribas.
Daqui o saúdo, com respeito.
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