despeito

Os românticos, em geral, não escreviam sonetos. Mas Junqueira Freire escreveu este:

Arda de raiva contra mim a intriga,

Morra de dor a inveja insaciável;

Destile seu veneno detestável

A vil calúnia, pérfida inimiga.

Una-se todo, em traiçoeira liga,

Contra mim só, o mundo miserável.

Alimente por mim ódio entranhável

O coração da terra que me abriga.

Sei rir-me da vaidade dos humanos;

Sei desprezar um nome não preciso;

Sei insultar uns cálculos insanos.

Durmo feliz sobre o suave riso

De uns lábios de mulher gentis, ufanos;

E o mais que os homens são, desprezo e piso.

Comentários

  1. Francisco,

    Raios partam se não tenho saudades de acender contigo o cachimbo do tempo! Fumameremos osdois, tranquilamente. E que ninguém nos venha incomodar!

    Um beijo

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