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batchi o que a áfrica não disse
Uma surpresa interessante o livro de estreia de Batchi, "pseudónimo literário de Basílio Tchindombe" como se diz na badana. O livro recebeu o prémio literário António Jacinto em 2008 e foi publicado pelo INALD com apoio do BPC. O autor nasceu no Huambo em 1979, mas vive desde um ano e meio no Lubango, sendo professor em Caconda. O título da obra é sugestivo: O que a África não disse... Em primeiro lugar estamos perante um narrador instigante, cuja obra deixa o leitor interessado do início ao fim. Para além disso vê-se que o autor domina bem, quer os aspetos históricos e antropológicos, quer as culturas em jogo (banto angolana e cristã europeia), quer as temáticas teológicas e filosóficas em que naturalmente envolve as personagens. Domina, ainda, a arte dos diálogos, que é a mais difícil numa narrativa. Efetivamente os diálogos nos parecem naturais, apesar do português antiquado (apropriado ao tempo da narração) e de umas poucas falhas nesse mesmo português antigo. Há raros m...

Procuro uma descrição do significado do quadro "o sono" de Tarsila do Amaral. Gostaria de entender o que a artista quiz expressar.
ResponderEliminarpesquisando na internet encontrei isso aki, espero que ajude:
ResponderEliminar"Cara Colega,
Numa leitura de obra de arte é imprescindível saber um pouco sobre o artista e o período em que a obra foi produzida. Neste caso, O Sono, 1928 – Tarsila do Amaral. Tarsila estudou na Europa nesta década, e foi extremamente influenciada pelo cubismo e surrealismo, movimentos proeminentes da época. Um importante nome ao estilo de Tarsila, sem dúvida é: Fernand Leger.
O Sono
Um coqueiro estilizado no alto, do lado esquerdo, é o ponto áureo do quadro. Ele nos guiará a um passeio em espiral até o vazio de um lago em manchas lilases em pincelados sonolentas. Todavia, o que nos leva a crer na existência de um lago é um arco tensionado nos limites do quadro. Daí vê-se, suspenso estranhamente sobre este lago, elementos orgânicos sem muita definição. Uma espécie de arvore destorcida, como numa alucinação, se repete infinitamente até sangrarem o quadro. Os elementos suspensos são a prova de uma não-realidade, elementos vindos de um mundo onírico. As árvores destorcidas, pintadas em um tom de bege desfalecido, saltam do quadro como se não pertencessem a ele. Faz-nos lembrar a obra homônima de Salvador Dalí, em que um rosto bege está suspenso, como um lençol, por varas num varal do quintal do inconsciente. A semelhança entre Tarsila e Dalí, no que tocante aos aspectos formais é incrível. Seria uma bela re-leitura antropofágica da obra de Dalí caso ela não tivesse sido pintada décadas depois de Tarsila.
Abraços!"