o fermento
Só, depois da chuva, no silêncio espesso
— Tardias gotas sobre o chão,
Esguias e pássaros coados —
Rescalda a luz dos olhos sobre as casas.
Regresso incógnito e banido
No trágico teatro da coragem
— Lá,
Onde um canto imoral e sem grandeza
Cobre o asfalto indiferente e escasso,
A esbatida cal dos muros baixos,
Maleáveis,
Ignorando que mundo continua
No desbordo curvo das ruas, na viúva
Praia
A fermentar.
Que o canto bom chegue forte e harmonioso, e a coragem -muita- não deixe de estremecer a alma com poemas como este. Que podamos encontrar-nos à volta dalguma curva.
ResponderEliminarÉ sempre um descanso para a alma e uma vibração no sentimento entrar neste espaço azul.