Naquele país avança tudo aos solavancos, atropelos, empurrões, mas avança. Ninguém sabe muito bem para onde vai, mas é para a frente de qualquer maneira. Na cidade dos maiombolas, porém, não vai haver eleições. Ou já houve, ninguém sabe ao certo. O lixo acumula-se nas ruas novamente. Os buracos aumentam e já não distingue de novo a rua do passeio. Os esgotos continuam esgotados há muito. A luz falta cada vez mais. A água vem cada vez mais suja. Só a vozinha dos maiombolas de vez em quando se faz ouvir, cada vez mais fina, catuitui com verniz, pois a gordura dos bolsos abafa até a própria verdade.
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