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"O canavial, ali perto, falou à noite. E a noite não lhe respondeu. Só as águas do Tejo contavam histórias estranhas de dramas seus.
Vinha aí a maré alta. Ele desconhecia ainda que a vida dos homens é um rio com marés, um rio com fluxos e refluxos que um dia o havia de trazer para a luz. E as águas não se aquietariam nunca, porque então não seriam de rio, mas de charco. A vida nunca é charco. Rio aparentemente igual e sempre diferente."
