diário fragmentado e conVentual, exposto por imagens. Clique nelas para ver em tamanho original.
Publicação em destaque
Átomos estéticos são também cognitivos
“Quando vemos algo além de nossas expectativas, pedaços locais de tecido cerebral geram pequenos ‘átomos’ de afeto positivo. A combinação ...
31/10/2008
30/10/2008
nelson pestana
29/10/2008
28/10/2008
27/10/2008
sousândrade - visões
26/10/2008
25/10/2008
molo momar - epopeia songay
O cavalo branco do songay Mamar
Levanta na pólvora da flecha de Burroughs
A maçã da musa leonina, mosca
Sobre a cabeça do condenado
Em sete segundos sete,
Sem milímetros nem desvios
Sete vidas, sete, pretas.
O cavalo branco do songay Mamar
Levantava os pés do djassere sobre
O rio, levanta
O próprio Daúda sobre as águas claras,
Sobre o lago Yin. Voltou com a nuvem,
A poeira branca do reino Songay,
Quando os seus poetas tornaram a cantar
Nas lâmpadas mágicas dos sinos escuros.
22/10/2008
21/10/2008
confraria da alfarroba
melastomáceas: inventor de harmonias
O vário glabro
Supero ou ínfero
Porém palustre.
A liberdade
verticilada
Inflecte no
Botão das pétalas.
Arte límpida
Som e lei
Fruto e baga
Ornamen
Tado estigma
Subcapi
Tado
Luaxi
Lar, i
números
20/10/2008
19/10/2008
karl popper e antónio damásio
17/10/2008
avançando nas desoras II
Avançando nas desoras ri-me pensativo da longa persistência dos estudos da redenção, da linguagem e do conhecimento na biopsia dos testículos esteréis. Vem e segue-me: renascem continuamente, levantam-se para caírem mais à frente no húmus desajeitado que será talvez a dissidência da sua vocação de escória. Vem e segue-me: em nome de um Deus-pai reanimados, avançam nas desoras para as sementes que os absorvem, numa estória de bichos do mato, sobre um casco de pedras sifilíticas, hipodérmicas e ulceradas. Avançam para as novas largadas de cartilha alternativa, quilha colonial e espírito de aventura atirado à noite sobre as dunas. Conchas leves, ondulantes e afirmativas nos milagres da mão parando as desoras. Das folhas mortas, sem cor já, pisadas, esquartejadas, a desfazer-se em água e terra podre, cogumelos e líquenes, o parasita vem salvar as políticas de cooperação para a inenarrável memória dos dejectos que alimentaram os príncipes no sacrifício propiciatório dos rituais de vítimas animadas. E no entanto é possível encontrarmos razões para cantar. Inevitavelmente nos depuramos para deixar em letras de ouro chamejante o nosso corpo no livro das bem amadas. É o consolo da fuga nas desoras da verdade. Conquista agrícola, sem dúvida, mas também hidráulica, alvorecendo mãos desconhecidas com a luz esperançada que chispa nos olhos aflitos dos emigrantes que chegam escondidos para descobrir as paralogias da glória. Porém, se lhes deres espaço, eles roubarão versos extirpados das entranhas. E aí sim, terás razão para cantar.






