diário fragmentado e conVentual, exposto por imagens. Clique nelas para ver em tamanho original.
Publicação em destaque
Átomos estéticos são também cognitivos
“Quando vemos algo além de nossas expectativas, pedaços locais de tecido cerebral geram pequenos ‘átomos’ de afeto positivo. A combinação ...
30/11/2008
a disa e a nova ditadura cultural
governador
29/11/2008
26/11/2008
25/11/2008
23/11/2008
epílogo
Vinha D. António montado num bífido cavalo branco entre maboques e jacintos. E disse: começarei por sinais; os pássaros estranhos, que durante a batalha tinham coberto o céu de Salvador, como se estivesse para cair pedra, afastaram-se bruscamente e não voltaram mais. À sua passagem, uma geração infeliz inclinava silenciosa
E reverencial o medo.
Permanecendo sentado com solenidade no seu cavalo branco, D. António Sebastião Mbandi foi tirando com a ponta de uma lança a carne da sua carne e deu-a aos seus guerreiros a comer na catedral de São Salvador. Ainda hoje lá está, na Igreja onde rezou D. Pedro II, a dar ao sabor dos súbditos a hóstia da sua carne e o vinho de palma do sangue, estipulado em festa pública.
21/11/2008
20/11/2008
benguela - centro
O novo governador deve efectivamente começar a governar hoje. Desde a sua nomeação que altos responsáveis provinciais se desdobram em manobras de bastidores (desde maledicências dirigidas contra colegas a golpadas de última hora) que em nada os dignificam. Agora veremos os resultados e por esses resultados o novo governador começa, já, a ser avaliado. A expectativa nele depositada é positiva, embora sem grandes entusiasmos.
excerto
Após o canto luzidio das escravas,
Nuvens que exilam balas
De sol, azul de chumbo e transparências
No pano prenhe que cicia do
Cordame altíssimo da chuva.
Pequenos barcos de fumo,
Assim genuínos, do chão
Vão recolher a tradição
Trovejante na poeira
Do arco tenso em grandiosa voz
Que abriu as cordas insuspeitas.
O sol retoca-nos depois o rosto
Molhado num chão de lama seca e
Arrasta os nossos olhos para o mar
Com doçura. Uma noite amadurece
e a brisa puxa do rasgado bolso
Uma cobra infinita,
Mãe de si própria, o país duplo da verdade.


rro41.jpg)













