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12/02/2008
por trás da sombra do som
Por trás da sombra do som[1]
Micro paisagens para marimba sola,
Vaga, suave, arrastada;
Minúsculos animais rastejantes
Passam depressa entre restos de ramos e folhas
E um violino em arrepio rasga o panorama
Com um trovão nocturno e a aguda sensibilidade
Das abelhas no caminho do campo
Separado por fronteiras derruídas de oiros e vermelhos.
Por trás da sombra do som
Teus lábios grossos sensuais
Vibram em quantas cordas
Enquanto olhas instigante
Interrogativa e actuante
Disparando a seta aguda
Que se abre em chamas lancinantes,
Cujo ruído quase inaudível aumenta
A finura das lâminas quando se aproxima
Dos silêncios ondulantes e mergulha.
Depois hás-de sentir um cheiro de fim de batalha
Quando finalmente o concerto se cala
Por trás da sombra do som. E a tua mão de bailarina
Tocará no meu corpo ferido sobre o chão molhado
Para salvar-me ainda. Nessa altura trila
No ar um som de flautas tímidas
Que de brilhos pequeninos
Refaz a pureza e a alegria dos caminhos[2].
09/02/2008
paisagem
05/02/2008
noite acesa
O azeviche na pupila dos olhos
Flor agreste mímica negra, vermelha
E verde pássaro criança
Estação acordada pela cor das perdizes
A dançar na saia da rapariga, entre a poeira
Ondulante ambulante oscilante levitação
Da caravana em liberdade e com destino certo
Voz entoada nos estalidos do exílio
Sobre o deserto, fugindo em flautas para o mar
Para formar o sol que há-de cair
Uma vez incendiados os pomares em Yerevan
Guizos e oiros ainda das armas de Maral
Abertos agora à alucinação agreste nas areias de Derzoz
De Ksar-el-Kebir e onde?
Aqui no sul
Entre pescarias abandonadas e as mamas gigantes
Da Chela derramando prata pura para o extenso colo verde
Para o redondo vermelho do sol e o negro da noite
Pura como azeviche na pupila acesa dos olhos.


















