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24/01/2026

Ler a cantaria pela manhã


em Santiago:


Cantaria recorda cantar, cantar é também trabalhar a pedra em três cantos, na origem da palavra portuguesa, que veios de França, dos mestres das catedrais. Os mestres de cantaria regulavam-se por relações numéricas e simbólicas. Nesta peça vemos três figuras sagradas. A central é feminina, as laterais masculinas. A central, feminina, leva um menino ao colo (o resto podem ler na Bíblia e nos estudos sobre cultos marianos, o sagrado feminino, mais alguns tópicos em reticências). Cada uma das figuras masculinas segura um livro fechado. Em que toca o menino? 

As figuras estão ladeadas por quatro colunas e assentes em três peças circulares, por sua vez erguidas sobre três formas retangulares com três figuras esculpidas: duas de anjos sob os pés dos santos do Livro, uma heráldica sob os pés da mãe com o menino. Por cima delas há três conchas (formas redondas). As duas laterais encimadas por duas pedras esculpidas para evocarem motivos de fauna e flora simbólicos; a do meio por duas figuras de anjos suportando a base de uma forma sobre a qual emerge a simbólica face do leão.

As quatro colunas suportam um triângulo bem decantado, emoldurado nos frisos por linhas retas e curvas discretas. No meio do triângulo ficam dois anjos abraçando um círculo com friso de linhas retas discretas e uma figura masculina ao centro segurando duas penas de escrever. O vértice do triângulo puxa-nos o olhar para uns degraus que o dirigem para uma janela com vidros coloridos. 

Deus não escreve, tem voz. Então, qual o sentido, o critério, o símbolo da pena e do livro aí?