18/10/2019

Um estranho no paraíso

Sim, como um estranho no paraíso o fotógrafo chega ali com seu olho mecânico e vê um mundo que nunca viu. As nuvens, de dois tipos, escalonadas por dois ventos diferentes, umas horizontais outras oblíquas, vão abrindo sobre as águas sinais de estradas invioláveis, inacessíveis. O vento, caprichoso, deixa alguns rumos de ausência sobre as águas, como se um rio corresse entre ervas miúdas, como se um barco largo tivesse ali deixado aberto um rasgo plácido. Mas não foi.

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