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avançando nas desoras I

Avançando nas desoras Entro para dentro dos sinos E oiço mundos perdidos, Fumos que levantam Da areia molhada na clepsidra A música suave das palavras Milenares, buscam a sombra Desconhecida do seu rosto. Na tapeçaria dos fios enrolados Por abutres e falcões, Cicoamangas, águias audazes e pássaros agoirentos De longos narizes afiados Entre sulcos de sombras; Na tapeçaria das areias enroladas Onde o mar deixou os resíduos sem adjectivos, Onde ficou apenas a música suave das palavras Lentas, a dignidade silenciosa e mágica da noite Enquanto escoavam Nas órbitas vazias Com olhos revirados Fitando mundos Que só pressentimos Por uma sombra ténue, Rápida e voraz Insinuando as órbitas Vazias, desaparecidas Quando contentes Fixavam a luz Que a terra apenas O oiro das imagens Consentia, voláteis, Breves, incompletas.

o dia novo

Alojado entre dois gritos o dia novo inflama o órgão, avança, língua de sua substância interna e penetrante no ani versário do povo.

a biblioteca

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luasolua soluasol

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casa

Imagens que equilibram e curam Realçando o colorido da vida, A ligação das cordas vibratórias Ao fantasma dos núcleos inurbanos: Flechas e tankas Labirintos e círculos Mandalas e saunas Tambores de água A dança das cabaças Lojas sonorizadas Lagartas com asas Excessos e súmulas Nenhumas coisas tudo nada um tudo nada só vazia estrada apertada por um nó que lhe deu casa movimento cenário voo pó

inania verba

Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava, O que a boca não diz, o que a mão não escreve? - Ardes, sangras, pregado à tua cruz, e, em breve, Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava... O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve... E a Palavra pesada abafa a Ideia leve, Que, perfume e dano, refulgia e voava. Quem o molde achará para a expressão de tudo? Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta? E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo? E as palavras de fé que nunca foram ditas? E as confissões de amor que morrem na garganta?! (Olavo Bilac)

crónica

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"duas pessoas, na verdade"...