O amor e o conhecimento não se dão sem uma abertura ao imprevisto, uma inocência infantil ainda. Nesse instante, as pessoas são como cais de não haver mar. O mar irrompe depois, a maré cheia alaga os neurónios da perceção. Quando voltamos a sentir um vazio, nem sabemos muito bem o que se passou. Tudo o que tentamos em seguida costuma ser só uma tentativa de explicar, ou de recuperar, ou de compreender intelectualmente o que, para acontecer, só foi possível em estado de infância e de virgindade ~
diário fragmentado e conVentual, exposto por imagens. Clique nelas para ver em tamanho original.
Publicação em destaque
Átomos estéticos são também cognitivos
“Quando vemos algo além de nossas expectativas, pedaços locais de tecido cerebral geram pequenos ‘átomos’ de afeto positivo. A combinação ...
20/08/2023
19/08/2023
Passaram reis coroados de couro -
o eco do corpo,
súbito pássaro
no próprio vento
por altas nuvens
silenciado
(brincadeira com versos dos poemas Metamorfose e Despedida, de Cecília Meireles, Viagem)
18/08/2023
Se é possível ser e não-ser ao mesmo tempo,
talvez falemos do Espírito, uma espécie de sopro que percorre o universo e nós próprios, uma espécie de vibração que atravessa todas as dimensões e, portanto, está na matéria e na não-matéria, perpassa nelas ou também participa delas. Nesse caso, o Ser não é Ser e não-Ser, é só Ser. O que é o Espírito?
- muito abstrato, me dirias, em prosa dura. Mas como pode ser abstrato aquilo de que falamos sem nunca termos visto e nunca deixarmos de falar nisso? Como dizem na tua terra e sabem os índios: não há fumo sem fogo. Não lutes com a tua sombra.
(excertos do Comgresso)
17/08/2023
16/08/2023
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