A partir das leituras que fui fazendo em neurobiologia, particularmente a de António Damásio, percebi que havia, ou pelo menos podia haver, uma espécie de fala antes da fala, fosse ela com imagens sonoras e visuais ou só com uma dessas componentes (a visual). Isso está implícito, é dedutível dessas obras que, se não o dizem explicitamente, deixam-nos todos os elementos necessários para o concluir.
Essa minha intuição, em que tenho fundado uma das reformulações que proponho para a teoria literária, encontra-se cada vez melhor e mais exatamente formulada, em termos científicos. A última notícia vem num artigo da revista Science, no número acabado de sair. O artigo reporta uma experiência, relatada a pp.445 do mesmo número, que demonstra que a área de Broca é ativada para a produção e para a compreensão da linguagem, bem como nas operação de 'unificação' de sons em palavras e de palavras em frases, atravessando e superando as fronteiras entre fonologia, morfologia e sintaxe. Outro dado interessante é que a área de Broca é ativada igualmente para atividades cerebrais relacionadas com a música e a própria ação. Podem consultar o artigo em causa, de Peter Hagoort e Willelm J. M. Levelt, seguindo a hiperligação.
Boa leitura.
diário fragmentado e conVentual, exposto por imagens. Clique nelas para ver em tamanho original.
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novo jornal contra caranguejo
O Novo jornal vem-se afirmando, número a número, como um dos melhores (se não o melhor) semanários angolanos no momento. Tem uma linha editorial arejada e séria, bons articulistas, bons jornalistas, sentido de oportunidade sem oportunismo.
Esta semana, dois artigos de opinião a destacar, por sinal dois artigos sobre a comunicação social angolana, a isenção e a liberdade no jornalismo do país: o de João Melo, a propósito da maneira como a imprensa escrita tratou o documento da UNITA relativo às diferenças nas suas propostas constitucionais face ao MPLA; outro, de António Tomás, sobre «Questionar o poder» - a propósito do recente artigo de Adriano Mixinge, n'O país, sobre o último livro de José Eduardo Agualusa.
Angola está, a cada instante, a regressar à ditadura ou a avançar para uma democracia na aceção contemporânea da palavra. É com textos como estes que vamos no sentido da liberdade e da responsabilidade. Para trás anda o caranguejo.
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