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Que a verdade também mente

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(verso do poeta colonial português Tomás Vieira da Cruz em Quissange - saudade negra [Luanda: Lello, 1932])  

Teimam, frágeis,

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as ervas humildes. E renascem, todo o ano, mesmo presas entre o basalto e a poeira de luz De uma placa em Ponte de Lima :  “humildes filhas do povo, que do vasto areal ao pé iam transportando à cabeça o entulho necessário”  - dá numa quadra engraçada, realista, vagamente evocando Guerra Junqueiro:  Humildes filhas do povo, do vasto areal ao pé transportavam à cabeça o entulho necessário - com uma ironia que, essa, não é junqueiriana e também não é queirosiana, mas camiliana...  

Não te escondas -

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somo todos feitos e refeitos com pedaços uns dos outros  - e talvez de nada.  

A utilização da força do sol

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  é o próprio sol?

Assimilações transculturais

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 "to see why and in what manner people often of different stock, with different customs and languages, joined each other, merged with a core group to which they became assimilated but which itself, to some extent, changed in the course of this process" (Norbert Elias no Gana, estudando o povo Krobo ) (O que se vê aqui é um fragmento do bairro da Malagueira, criado por Siza Vieira a convite da Câmara de Évora. O processo começou em 1977 e foi nesse ano que, pela primeira vez, o arquiteto portuense visitou Évora. Entre vários aspetos, é curioso como o arquiteto imaginou essa pequena cidade (o bairro concebido como miniatura urbana) integradora dos mais diversos tipos sociais e familiares. O predomínio claro do branco, vincadamente enquadrado por linhas retas, atira-nos para aldeamentos norte-africanos, espanhóis do sul e para urbanidades antigas do Alentejo, mas estilizando. O aqueduto que atravessa várias partes do bairro recorda o aqueduto de água da prata, de Évora. Devia se...

Não se cria por prazer

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mas por energia. Júbilo ou tambor, mas energia.  

Ouves as vibrações sonoras

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do cérebro? No entanto vibram...