o deserto criado na incomunicabilidade por ausência ou por resistência sem interação, isso nos tira verdadeiramente do processo comunicativo? Não, estamos lá mesmo que por ausência ou na qualidade de muro.
Não, eu não olhei para trás, Orfeu eu, um corpo serpenteando sobre a roseira uma ave migratória tocada pelo fogo (Daniela Delias, «Roseira», de labirintos e espirais: sete poetas de rio grande. 1ª ed.. São Paulo: Patuá, 2021)
à espera de um nome a coisa de mãos imensas e olhos extraordinários desprende-se dos ossos e espalha pela garganta a sede de que é feita (Daniela Delias, poema «Palavra», primeira estrofe)