Mensagens

da chuva

Imagem

catengue

Imagem

infinitização

Imagem

adelino torres fim de tarde

Adelino Torres continua a publicação da sua poesia. A segunda coletânea ( Histórias do tempo volátil ) chegou-me há poucos dias à mão, por gentileza do autor. No geral contém as mesmas caraterísticas: um arco genológico variado, que vai da lírica pessoal à sátira voltada sobre os políticos e as asneiras do quotidiano em que nos envolvem num futuro duvidoso, passando pela reflexão filosófica moralizante. Os textos em geral curtos e incisivos convocam o leitor para um breve ensinamento (há provérbios em verso também na antologia), para quadros ou alusões de caráter narrativo e também para descrições lapidares. Essas descrições montam imagens visuais que, pelas suas caraterísticas e pela maneira como se nos apresentam, nos deixam em suspenso por um tempo, funcionando a visualidade como ferramenta ou mola da reflexão. É o caso de «fim de tarde»: No horizonte as jovens nuvens dançavam A dança da cabra cega Em torno da grande fogueira Cujo ardor enchia o céu Pi...

música urbana luandense

Com 1.ª ed. em 2007, veio a público o título O percurso histórico da música urbana luandense: subsídios para a história da música angolana , da autoria do luandense José Weza (José Cristóvão da Silva Júnior). Trata-se de uma obra incontornável para quem queira estudar o assunto. Remontando às origens do semba ou da massemba, com seguro apoio no crioulo Óscar Bento Ribas, vem até aos últimos anos, reunindo um conjunto de referências muito completo e variado. Vale a pena ler. Junto ao nome do autor, na ficha técnica, vem um número de telemóvel, certamente para quem deseje pedir e comprar exemplares: 00 244 912 912 282.

sobre o pano

Imagem

tropicologia subversiva

Isto é África, amigo, sabe? Nos trópicos anoitece de repente Mesmo até às vezes no musseque burity Quando vêm aquelas trovoadas Nem sabemos onde nos meter Aí, percebe, cada homem É uma ilha, francamente, é uma ilha E aquelas trovoadas De borco no chão impuro, lembre-se A noite cai de repente Nos trópicos. Como tu, minha princesa. De repente. Não mais que de repente.