Até se revoltarem os escravos. Até se rebentarem as comportas. Até sismos divinos, roncos cavos Da terra inquieta sob as pedras mortas Sacudirem a nossa quietação. Até que luas doidas sobre o mar Sejam sinal da Alucinação. Até se extinguir a gentileza Que mais nos liberta, nos corrompe. Até sermos capazes de amar, Até sermos capazes de morrer.
diário fragmentado e conVentual, exposto por imagens. Clique nelas para ver em tamanho original.
Publicação em destaque
Átomos estéticos são também cognitivos
“Quando vemos algo além de nossas expectativas, pedaços locais de tecido cerebral geram pequenos ‘átomos’ de afeto positivo. A combinação ...
15/11/2009
amélia dalomba ao novo jornal
Esclarecedora e frontal a entrevista que Amélia Dalomba deu ao Novo jornal sobre o Prémio Nacional de Cultura e Artes. Em resumo: o júri decidiu homenagear este ano Viriato da Cruz na disciplina de Literatura; o Ministério negou, convocou nova reunião do júri excluindo alguns membros propositadamente (entre os quais Amélia Dalomba) e, após pressões (ou 'explicações') do tipo há iniciativas culturais que serão prejudicadas se insistirem em Viriato, o júri acabou por dar uma prenda envenenada a João Melo. É mais uma atitude para quem duvidava ainda de que temos um Ministério que visa conduzir o país ao dirigismo e à ditadura cultural. Já tivemos o caso do Festival de Cinema - onde houve literalmente censura - o caso do Encontro Óscar Ribas - onde houve tentativa de censura - e o caso da Lusíada, quando da entrega do espólio de M. Pinto de Andrade. Agora dá-se este escândalo de, contra o regulamento, não se respeitar a decisão do júri, impondo-se outro nome. A máscara caiu de vez e os recursos do Estado estão a ser usados para impor uma mordaça aos cidadãos. O Prémio Nacional de Cultura e Artes ficou desacreditado, tem agora o significado negativo de um instrumento de controlo cultural. E não me venham com mais avisos. Eu já sei que, se puderem, fazem-me mal. Mas digo o que tenho a dizer.
13/11/2009
12/11/2009
11/11/2009
09/11/2009
gustavo costa na hor@gá
"Temos medo até de mortos, como
o demonstrámos esta semana com
o vergonhoso fantasma envolto na
tentativa de atribuição do Prémio
Nacional da Cultura, na disciplina de
literatura, a Viriato da Cruz!"
-desconhecíamos isso aqui em Benguela... Uma senhora passou pela janela e disse que não viu nada.
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