A Human Rights Watch leu o seu relatório sobre a Venezuela em Caracas. Naturalmente criticou o governo do país por estar a cercear a liberdade e a democracia. O resultado imediato já lhes deu razão: foram expulsos do país imediatamente. Não sei o que é que o tal socialismo bolivariano tem de novo. Trata-se apenas de mais uma ditadura populista e de esquerda. Que só não faz pior porque ainda não pode fazer. Apesar de tudo (a campanha maciça para silenciar e insultar a HRW) o governo angolano não fez o mesmo. Esperemos que nunca faça.
diário fragmentado e conVentual, exposto por imagens. Clique nelas para ver em tamanho original.
Publicação em destaque
Átomos estéticos são também cognitivos
“Quando vemos algo além de nossas expectativas, pedaços locais de tecido cerebral geram pequenos ‘átomos’ de afeto positivo. A combinação ...
22/09/2008
21/09/2008
o instante
Só um instante
Nos magoava.
Um rigoroso instante.
Nos pomares de maçãs
O rumo da caravela
Distante – vermelho o mar
A debruar
Os lábios e o estrume
Da chuva.
(teia de luz a penumbra,
suspensa da estória de um abismo;
o que nos une é aquilo que se
para)
Entre nós há frutos que tombam
Para cobrir o chão de noite.
Para calarem sobre lagos
Encantados o sal das pedras,
Noivas de nuvens e com dote.
Para que a sede nos devolva
A água;
Para selar os ecos onde vem o vento
(adulterino, o que não espanta)
Desdizer o desenho do passado; para
Pastar a paz antiga, húmida,
Sobre o solo diurno e indefinido.
Um instante, só,
Nos separava.
E era a eternidade.
(entre tanto, no chão,
A tua sombra calma respirava)
iolanda aldrei
Ainda que seja longe a luz,
ainda que a dor saiba dos desejos,
ainda que na alva
continue o nome
e a memória,
e o amor brilhe
entre as trevas,
ainda...
20/09/2008
o escritor profundo seria mudo
Poderíamos admitir que o escritor verdadeiramente «profundo» fosse afinal aquele que não escrevesse. E que não escrevesse devido justamente ao seu sentido agudo da profundeza, que lhe faz sentir o miserável desnível que há sempre entre aquilo que se escreve e a infinita complexidade de todas as coisas deste mundo (José Bacelar)
- a da própria linguagem relacional e imaginal, anterior a toda a escrita, podíamos acrescentar. Pois nela tudo liga a tudo, as implicações desmultiplicam-se e não há linguagem verbal tão poderosa que, sofrendo disso, exprima e ultrapasse isso.
18/09/2008
17/09/2008
16/09/2008
estranha continuação
A imprensa oficial de Angola, muito em particular o Jornal de Angola, continua uma linha editorial parcial relativamente ao principal partido de oposição. No último jornal de Domingo, as notícias sobre a UNITA, duas das quais estão praticamente repetidas num curto espaço de 3 páginas, as notícias sobre a UNITA são, em 90%, contra a UNITA (há apenas uma notícia isenta, curta, nem contra nem a favor), destacando figuras que se tornaram dissidentes e apelaram ao voto no partido maioritário. Se o principal partido de oposição perdeu as eleições ficando só com 10% dos votos, que necessidade tem o Jornal de Angola de continuar a destacar a dissidência da UNITA e a publicar notícias contra a UNITA mais do que neutras ou favoráveis? Isso leva-me a pensar que talvez as acusações de que o MPLA tem o projecto de voltar ao monopartidarismo não sejam infundadas. Não o fará instaurando um regime monopartidário mas sim, sob uma aparência de liberdade, tornando apenas possível a um partido o acesso ao poder. O mandato eleitoral não foi, porém, para isso, foi para continuarem com as obras num sistema livre económica e politicamente.
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