O Presidente deu o mote para a renovação das listas de candidatos a deputados. O partido do Presidente obedeceu prontamente: colocou nas listas a geração mais nova das mesmas famílias que estão no poder e na Assembleia. Entretanto as listas saíram. Havia pessoas lá que não sabiam que estavam lá. A velha guarda conseguiu sair reforçada perdendo membros. A nova geração é mais velha que eu, de forma geral, embora filhos ou sobrinhos de quem está no poder. O resto é um conjunto de rostos sem visibilidade nenhuma, negociatas locais e nacionais de poder, caras que o povo não conhece nem reconhece. E ficam de fora alguns cabos eleitorais importantes. Uma análise das listas de candidatos do MPLA dá nisto: continuam alheios ao país, à sensibilidade das populações e perfeitamente convencidos de que nunca sairão do poder. Vamos caminhando mesmo assim. Fazer o quê?
diário fragmentado e conVentual, exposto por imagens. Clique nelas para ver em tamanho original.
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mugabe, velho nazi
Uma das razões pelas quais Hitler e o nacional-socialismo alemão criaram as câmaras de gás foi para limparem a população de pulgas, enfim, da sujidade em que viviam principalmente os judeus, mas também os negros, os ciganos, alguns vadios.
Um dos ministros de Mugabe (verdadeiro morto-vivo que faz gala do seu bigode à Hitler) justificou hoje o assalto à sede do MDC e a prisão de várias dezenas ou centenas de militantes ali foragidos com a preocupação com a sujidade que havia lá dentro. Recolheram-nos na prisão, naturalmente para os lavarem e limparem a sede do MDC. Não é por acaso que se dá a mesma desculpa. Os ex-socialistas da ZANU-PF fazem gala de dizer ao Ocidente: aqui, se quisermos, somos nazis e vocês não têm nada com isso. O Irão faz o mesmo em relação aos judeus. E Hugo Chávez, se lhe derem margem para isso, não tarda muito a imitá-los.
Porque é que o nazismo há-de ser tolerado em África ou simplesmente fora da Europa? Em nome de que tradições isso é justo? Em nome de que passados isso é legítimo? Porque é que deixamos às vezes de lutar pela dignidade e liberdade das pessoas e dos povos? O paternalismo em relação a África e a auto-comiseração fingida dos ditadores africanos e respectivas elites é que permitem criar monstros como este. São desculpas para fecharmos os olhos. E depois a realidade vem-nos bater à porta apanhando-nos... desprevenidos!
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