diário fragmentado e conVentual, exposto por imagens. Clique nelas para ver em tamanho original.
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12/09/2026
11/09/2026
10/09/2026
09/09/2026
08/09/2026
07/09/2026
06/09/2026
05/09/2026
04/09/2026
03/09/2026
Identidade e estar ali
A relação do Porto com a França me parece mais antiga do que a relação do Porto com a Inglaterra, que se tornou bem mais forte. As francesinhas reativaram-na? Inventadas as ditas por um emigrante que estivera em França, nasceram, segundo parece, na década de 1950 ou 1960. Como se tornaram símbolo de uma cidade, mais, um símbolo identitário?
Por outro lado, em Portugal, quantas mulheres antigas não faziam licores? E em que lugares de Portugal (ainda só falando em Portugal, nome que terá vindo do Porto) não se encontram amoras silvestres? Mas "a Farrobinha" tornou-se também símbolo regional. Ela pode se tomar a seguir à francesinha, ajudará a rebater e digerir, em dose mínima e com todo o açúcar do líquido para acompanhar um bom café amargo. Faz-se, portanto, uma aliança nacional portuguesa, na qual o café marca a presença do sul, a brasileira principalmente, mas também do norte de África, da África oriental e ocidental, arábica ou robusta.
Como o que ingerimos altera a nossa constituição biológica, interfere na flora intestinal e, por aí também, muda-nos o estado psicológico, podemos afirmar que, mentalmente, os portugueses são portugueses por causa da junção da alfarrobinha com o café depois da francesinha.
02/09/2026
01/09/2026
31/08/2026
Viajámos muito
esse verão
(amigos gramaticais de lei, não estranhem, viajámos muito o próprio verão, esse. Pese embora o ser nome próprio de Estação do ano, começa com minúscula, para também funcionar como verbo: viajámos muito no modo 'verão', eu verei, tu verás, eles verão que, reticências, complete a frase com sua vivência pessoal)
30/08/2026
29/08/2026
27/08/2026
26/08/2026
24/08/2026
Chuva precoce
em todos os agostos
(escrevia Mário António em Lisboa, ali´s ele dizia "chuvinha", imitava uma fala própria de certas lisboetas)
23/08/2026
20/08/2026
19/08/2026
18/08/2026
17/08/2026
16/08/2026
15/08/2026
O tempo anda como as serpentes,
não evolui uniformemente.
(António Telmo, História secreta de Potugal. Lisboa: Vega, 1977. - p. 23)
(Não, talvez, usaria "tempo". Esse contínuo é a vida)
(Domenico Cimarosa. Concerti eclesiastici: sonata a tre)
(Estes fragmentos intercolonizam-se)
14/08/2026
13/08/2026
12/08/2026
Nítido
nulo
"Agora a praia está deserta.Os últimos banhistas subiram a longa escadaria, desapareceram há dias atrás da falésia. E estranha, uma melancolia cresce como erva,deixa um rasto nas coisas. Memória do que morreu, subtil, do que vibrou - e a indiferença da terra, da luz. Do mar."
11/08/2026
09/08/2026
08/08/2026
05/08/2026
04/08/2026
01/08/2026
Qualquer movimento
é proporcional a outro movimento.
Porém, entre o vazio e o pleno não há proporção
~
(São Tomás de Aquino)
31/07/2026
30/07/2026
29/07/2026
Ecos
da minha terra
(o título desta foto não é inédito. Publicou-se em 1952, em Luanda, após o autor estar completa e irremediavelmente cego, o livro Ecos da minha terra : Dramas Angolanos, editado pela livraria Lello. Uma das terras de Óscar Ribas foi Benguela. Estes são os morros em torno de Benguela e o grande e fértil vale em que ela nasce. Geralmente áridos e secos os morros, durante dois ou três dias depois de uma boa - e rara - chuvada ficam assim, verdes)
















































