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31/08/2026

Viajámos muito

esse verão


(amigos gramaticais de lei, não estranhem, viajámos muito o próprio verão, esse. Pese embora o ser nome próprio de Estação do ano, começa com minúscula, para também funcionar como verbo: viajámos muito no modo 'verão', eu verei, tu verás, eles verão que, reticências, complete a frase com sua vivência pessoal)


 

30/08/2026

Um dia a nossa verdade


por mais inexistente
que seja abrirá o dia 
na casa sentada
com os olhos limpos 
parados no caminho.


 

29/08/2026

27/08/2026

Decante



(Talvez a água a vir do chão,
Talvez o chão a vir do canto)


 

26/08/2026

24/08/2026

Chuva precoce


em todos os agostos

(escrevia Mário António em Lisboa, ali´s ele dizia "chuvinha", imitava uma fala própria de certas lisboetas)


23/08/2026

Outono

alentejano




 

20/08/2026

18/08/2026

Vamos


por partes


 

16/08/2026

15/08/2026

O tempo anda como as serpentes,

não evolui uniformemente.


(António Telmo, História secreta de Potugal. Lisboa: Vega, 1977. - p. 23)

(Não, talvez, usaria "tempo". Esse contínuo é a vida)

(Domenico Cimarosa. Concerti eclesiastici: sonata a tre)

(Estes fragmentos intercolonizam-se)

 

14/08/2026

Unidade


democrática




 

13/08/2026

Luz

indireta


(Porto, 12.8.2026, 19:48)


 

12/08/2026

Os corpos sonoros




são corpos elásticos


 

Nítido

nulo



"Agora a praia está deserta.Os últimos banhistas subiram a longa escadaria, desapareceram há dias atrás da falésia. E estranha, uma melancolia cresce como erva,deixa um rasto nas coisas. Memória do que morreu, subtil, do que vibrou - e a indiferença da terra, da luz. Do mar."




 

11/08/2026

Leibniz escreveu:


"pareceu indigno cegar o nosso espírito por meio da sua própria luz"
 

09/08/2026

Esta fotografia tem uma virtude:

 

no centro está o vazio.


O vazio é o outro nome
da plenitude


08/08/2026

Uma planta


precisa de água:


 

05/08/2026

Nada é perfeito.


Só a preto e branco.


 

04/08/2026

01/08/2026

Breve, inesperado,

qualquer movimento pode
iluminar a cidade


Depois do fogo abrir as asas


 

Qualquer movimento

é proporcional a outro movimento.


Porém, entre o vazio e o pleno não há proporção
~
(São Tomás de Aquino)