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31/01/2026

30/01/2026

A sabedoria não habita


numa só casa

(provérbio sessouto - Blaise Cendrars - Anthologie nègre)


 

28/01/2026

No primcípio era o Verbo -

e no fim também


(princípio = primus caps)


 

25/01/2026

Nem sempre


a luz é forte

 

24/01/2026

Ler a cantaria pela manhã


em Santiago:


Cantaria recorda cantar, cantar é também trabalhar a pedra em três cantos, na origem da palavra portuguesa, que veios de França, dos mestres das catedrais. Os mestres de cantaria regulavam-se por relações numéricas e simbólicas. Nesta peça vemos três figuras sagradas. A central é feminina, as laterais masculinas. A central, feminina, leva um menino ao colo (o resto podem ler na Bíblia e nos estudos sobre cultos marianos, o sagrado feminino, mais alguns tópicos em reticências). Cada uma das figuras masculinas segura um livro fechado. Em que toca o menino? 

As figuras estão ladeadas por quatro colunas e assentes em três peças circulares, por sua vez erguidas sobre três formas retangulares com três figuras esculpidas: duas de anjos sob os pés dos santos do Livro, uma heráldica sob os pés da mãe com o menino. Por cima delas há três conchas (formas redondas). As duas laterais encimadas por duas pedras esculpidas para evocarem motivos de fauna e flora simbólicos; a do meio por duas figuras de anjos suportando a base de uma forma sobre a qual emerge a simbólica face do leão.

As quatro colunas suportam um triângulo bem decantado, emoldurado nos frisos por linhas retas e curvas discretas. No meio do triângulo ficam dois anjos abraçando um círculo com friso de linhas retas discretas e uma figura masculina ao centro segurando duas penas de escrever. O vértice do triângulo puxa-nos o olhar para uns degraus que o dirigem para uma janela com vidros coloridos. 

Deus não escreve, tem voz. Então, qual o sentido, o critério, o símbolo da pena e do livro aí?

 

23/01/2026

Sobre a fortuna a sabedoria

constrói um reino, sem soberba, firme e estável


 

O sistema solar não precisa de nós para existir,

é uma concha muito grande. Só precisa de nós para fotografá-lo.


 

21/01/2026

20/01/2026

Fogo de chão

(pessoas em conversa)


 

19/01/2026

Algum tempo

depois da chuva


 

18/01/2026

Porto - Douro - Gaia


"Somos via e somos a viagem,
viragem e dia sempre novo. 
Somos um e outro"



(Donis de Frol Guilhade)

 

Mito archaico:

encerrou-se o tesouro no largo sarcófago de madeira


 

17/01/2026

Camponesa,


a teus pés, o verso ressequido.


("Eu vi a luz em um país perdido" - Camilo Pessanha)


 

16/01/2026

Dois templos

 


(torre dos Clérigos, Porto)

15/01/2026

Dos fracos

não reza a história


 

14/01/2026

Avanço

 rumo ao passado


(o belo paradoxo agressivo do modernismo)


13/01/2026

Estória de passagem


em pergaminho de Pérgamo


 

12/01/2026

Apareceu na Cordoaria




"Espaço verde de recreio. Jardim público contemporâneo de planta triangular, com lago envolvido por elementos simuladores de uma gruta, percursos de traçado rectilíneo, coreto e estátuas. A Alameda da Cordoaria onde se sobrepôs o Jardim João Chagas constitui o espaço verde mais antigo da cidade do Porto. Anteriormente este grande espaço comunicava com a cidade murada através da Porta do Olival. Este espaço começou a urbanizar-se no séc. 14 e, no séc. 15, a cordoaria do Bispo instalou-se nesta área juntamente com a barreira dos besteiros."

(Monumentos

10/01/2026

09/01/2026

07/01/2026

05/01/2026

03/01/2026

Nota sobre o peregrino:

 

o caminho é eterno e não tem nome


(Tao Te Ching)

01/01/2026

Embora a noite nos engula,

(o conhecedor e o conhecível, enlaçados por imaginadas orlas, enraízam risos sobre as águas - em que fomos mitos, fábula, criação)